sábado, 16 de outubro de 2010

Entulhado de trabalho, bolando projetos pra editais, tentando pagar as contas, passei mais alguns meses "improdutivo", minimalmente falando. Eis-me de volta, com mais alguns produtos da minha usina de bobagens com um fundo de verdade, ao raso da razão razoável (ou não). Desejo, antes que alguém me condene, me absolver, pois tenho absoluta convicção de que nada do que escrevo tem qualquer pretensão a filosofia, afirmativa categórica ou afins. Trata-se de não mais do que um exercício de liberação de alguns espasmos de reflexão, trocadilhos, armações mentais-morfológicas (ou ilógicas, por que não?), maquinações circunstanciais...nada demais. Se por acaso tocar-lhe, lhe trouxer algum prazer, já terá valido. Se não, pelo menos tentei. Quanto a mim me dou por satisfeito - também que jeito? - e me mantenho aberto para que outras sandices (sãs disses) me tomem de assalto e me coloquem na berlinda.



Vamos lá então aos primeiros da nova safra:



Dentista pedante:
cheia de cáries e bocas


Extrações:
tire
o tal do siso e o outro canino
que eu quero passar com a minha dor...
(parafraseando um clássico do samba)


Puta deprê:
meretriste


Ficante
paixão loves fora


Desesperando Godô
a mulher do Godofredo
não para de atazanar o cara


Vizinho gay
o picado mora ao lado


Ouvinte de rádio AM
Epaminondas curtas


Namorinho de portão
a donzela Graziela
de Gusmão na mão


Corujão
esperando
tê-la quente


Folclore de motoqueiros
bumba-meu-boy


Criação do mundo (do crime)
Big Bang-bang


Expresso árabe
Amir por hora